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Nossa Cidade |
O MUNICÍPIO DE BOA ESPERANÇA
No período compreendido entre 1942 a 1945, chegaram os primeiros moradores desta localidade. Conservava intacta a forma primitiva de sertão bruto, poucos moradores quase sem recursos e esquecidos da civilização. Quando aqui chegaram os primeiros moradores, a principal fonte econômica era a cafeicultura. Tiveram muitas dificuldades no desbravamento e colonização do povoado, foram inúmeros os problemas, destacando-se a péssima qualidade das estradas, que em tempos de chuvas eram completamente intransitáveis. A denominação de Barreiro D'Oeste deve-se pelo motivo da existência de um "barreiro" onde antas se concentravam. Existe outra versão, de que o nome de Barreiro D'Oeste, foi devido à quantidade de barro nas épocas chuvosas, impedindo o tráfego, até mesmo de carroças. O povoado foi prosperando, em 1961 a localidade de Barreiro D'Oeste passou a constar na Câmara Municipal de Campo Mourão, tendo como seu representante o vereador Antônio Marques. Foi elevado a Distrito Administrativo através da lei Nº 4.782 de 29 de novembro de 1963, passando a pertencer ao Município de Janiópolis. Esta situação permaneceu até o ano seguinte. O município foi criado pela lei Nº 4.844, 06 de março de 1964, sancionada pelo governador Ney Braga e passou a denominar-se Boa Esperança. Uma das versões diz que esse nome foi sugestão do Sr. Telvi Barsotto, em homenagem sua terra natal, no Rio Grande do Sul. Outra versão diz que o nome foi motivado pela nova esperança de progresso que surgia com a possível emancipação. A mesma comissão que iniciou o movimento, dirigiu-se à capital do Estado e conseguiram a documentação necessária à emancipação. O projeto foi de autoria do Deputado Estadual Padre Waldomiro Haneiko.
Assim, Boa Esperança desmembrou-se de Janiópolis e em 06 de dezembro de 1964 foram realizadas as primeiras eleições municipais, onde concorreram os senhores Harid Cavaletti e João de Paula Pereira (Joãozinho), forma-se em Boa Esperança uma corrente política muito forte, formando um só partido, sendo esquecida as divergências políticas. Encabeçaram esta corrente: Semi Mauad, Harid Cavaletti, Arthur Tonini, João Perecim, Antônio Maria Salomé, Alfredo Millér e outros. Tendo como primeiro Prefeito o Sr. Harid Cavaletti e Vice-prefeito o Sr. Francisco Lago. A instalação solene do município deu-se no dia 14 daquele mesmo mês e ano, com posse do Prefeito, Vice-prefeito e câmara dos vereadores. O primeiro presidente do legislativo foi o Sr. Otaviano Gonçalves de Almeida, com mandato de quatro anos de acordo com a Constituição Nacional Brasileira.
Desde o início do seu povoamento, até os dias atuais, tem sua economia centralizada na agricultura. Com o aumento da população, os pioneiros passaram a se preocupar com a educação, que por volta de 1953, conseguiram implantar a primeira escola. Desse momento em diante, a educação do município passou a ser uma conquista dos professores e alunos, que muito contribuíram para a educação de seu povo.
OS PIONEIROS
Esta região era praticamente desconhecida da civilização, foi habitada por índios Botocudos e algumas outras tribos que permaneciam temporariamente. Os pioneiros foram chegando devagar e abrindo as primeiras picadas. Só com o decorrer dos anos, Barreiro D'Oeste ou Barreirão, passou a receber moradores de todos os lugares do país, que traziam cultura diversificada e compartilhando a maneira humilde de viver. Com os heróis pioneiros surgiram as primeiras picadas e pequenos grupos habitacionais. Entre esses colonizadores, destaca-se Afonso Guilherme, que em 1942 iniciou uma criação de cavalos na localidade de Pensamento. Com suas andanças pelo sertão foi descobrindo "Picadas". Alguns anos depois, chegaram novos moradores, como: Arthur Tonini e família, Guerino Venturine, Américo Venturine e Leopoldo Tonini. Destacamos ainda a participação do pioneiro Balthazar Navarro e filhos. Estes iniciaram uma picada no local conhecida por Ribeirão Vermelho até Barreiro D'Oeste. Entre outros pioneiros registra-se a participação de Alvino Inácio, Família Almeida, Francisco Zeferino (Chico Gordo), José Zeferino (Zé Gordo), Chiquinho Araújo Evangelista, Alessi, José Costa (Fiíco), Joaquim Costa e família, Bruno Canali, Manoel Caldeira, Família Klass, Domingues da Silva, Joaquim Costa, Família Batista, Evangelista Allessi, Guerino Venturini, Semi Mauad, José Morales e outros.
A má localização dificultava o escoamento da produção cafeeira, e os preços irrisórios pelos produtos, dificultavam ainda mais a vida dos pioneiros. Apesar de tantas dificuldades, os heróicos pioneiros resistiram e com o passar dos anos foram superando os obstáculos e o pequeno povoado foi prosperando graças às boas produções agrícolas.
Os pioneiros comerciantes foram:
Arnaldo Boiadeiro, Evangelista Alessi, Baltazar Navarro, Vacílio Stachim, Chico Gordo.
Os irmãos: Domingues Aurelino Simões e José Aurelino Simões.
O primeiro padre foi José Nicolau Rhode.
O primeiro farmacêutico: Henrique Estevam.
O primeiro delegado: Antônio Marques Castelo, substituído posteriormente pelo primeiro Tenente Pompílio Langer.
A primeira máquina de arroz: Norino Valeze.
A primeira pensão e padaria foram instaladas por: Arthur Tonini.
O primeiro coletor: Luís Carlos Antun.
A primeira oficina de consertos em geral: Américo Venturini.
O primeiro médico a prestar assistência à localidade: Dr. Manoel Peres Bazzan.
A primeira colheitadeira: Antônio Buscariol.
O primeiro escritório contábil: Divadir de Pieri e outros.
O primeiro veículo utilizado como táxi foi um jipe: Sr. Antônio Vicente.
A primeira sorveteria: Sr. Baltazar Navarro.
A primeira serraria passou a funcionar definitivamente com o Sr. Hilário Brezeruska.
O primeiro comprador de cereais: Fioravante Augusto da Silva.
O primeiro consultório dentário: Boanerges Sampaio.
Comerciante: José Correia da Silva
Os primeiros políticos a atuarem na localidade: Seme Mauad, Alfredo Rodolf Müller, Antônio Marques, Harid Cavaletti e Antônio da Silva (Tonico).
Nesta época havia somente a rua seis de Março, que agora é Avenida. Quando chegaram forasteiros de outras localidades parecia realmente um filme de bang-bang. Empinavam cavalos e atiravam por todos os lados, fazendo com que todos se escondessem. Não existia lei, muitas pessoas morriam e os assassinos permaneciam impunes.
A RELIGIÃO
A religiosidade dos primeiros habitantes foi um ponto marcante na história de Boa Esperança. A religião Católica era predominante na época, tendo como padroeira do município Nossa Senhora da Guia.
Com o passar dos tempos novas religiões foram surgindo através de novos moradores que aqui chegaram. A religião Adventista era representada por dois grandes grupos: As famílias Lago e Ruela, que introduziram datas comemorativas, teatro, poesia, retiro de campo, escolas e igrejas rurais. Vindo em seguida Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Presbiteriana.
FOLCLORE
As tradições folclóricas sempre foram muito fortes, as cantigas de roda, músicas, sendas, passaram de pai para filho, as festas juninas eram muito movimentadas, vindo gente das redondezas para participarem. As cantigas eram cantadas em grandes rodas nas noites de luar com a participação de crianças jovens e adultos.
A POLÍTICA
A política sempre foi um marco importante na história do município. As diferenças partidárias eram fortes desde os primeiros tempos. Existia grande rivalidade entre José Costa, mais conhecido como Fiíco, e os irmãos Gordos, provocando grandes conflitos, que contribuíram para o aparecimento dos partidos PTB e PSD, dando abertura política e mais tarde a Emancipação Política do Município. Na década de 60, havia aproximadamente de 4 a 5 mil eleitores.
"Até hoje a comunidade luta para que a democracia e a liberdade sejam mantidas".
EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
A partir de 1963, quando os habitantes lutaram pela independência política, um grupo de pessoas de maiores esclarecimentos, acharam por bem confeccionar um mapa topográfico. A cidade de Boa Esperança passou a categoria de distrito, divisando entre os municípios: Mamborê, Janiópolis e Campo Mourão.
O distrito de Boa esperança, por força da Lei Nº 4.844, de 06 de março de 1964, passou a categoria de município, ficando emancipada politicamente e pertencendo a comarca de Campo Mourão. Neste ano aconteceu a primeira campanha eleitoral, tendo como prefeito o Sr. Harid Cavaletti. Concorreu ao cargo além do vencedor, João de Paula Araújo.
A posse do Sr. Prefeito deu-se às 10:00 horas do dia 14 de dezembro de 1964, em sessão solene que foi presidida pelo Juiz da 31ª Zona Eleitoral de Campo Mourão, Juiz Antônio Matiolli.
BIOGRAFIA DOS PREFEITOS
Primeira legislatura de 1965 a 1969.
Primeiro prefeito a administrar o município foi Harid Cavaletti. Natural de Presidente Prudente-SP. filho de Ângelo Cavaletti e Januária Mangolini. Residiu em Cornélio Procópio, Cambé, Assaí, Arapongas e Lobato, onde foi comerciante. Chegou em Boa Esperança dia 16 de Abril de 1959 e adquiriu uma máquina de arroz. Desde sua chegada passou a atuar nos movimento políticos. Foi o primeiro presidente do diretório local do PSD. Lutou pela emancipação política e viu seu trabalho coroado de êxito. É casado com Maria da Penha de Melo Cavaletti, da união nasceram: Sidney, Solimar e Seilamar.
Prefeito: Harid Cavaletti;
Vice-prefeito: Francisco do Lago;
Vereadores: Otaviano Gonçalves de Almeida, Alcídio Cardoso de Lima, João Pinto de Araújo, Deolindo Mendes Pereira, Júlio José de Souza, André Baccas, Antônio Mendes Cardoso, João Geraldo, Hugo Cabocolino da Silva.
Em seu mandato destacamos a construção do primeiro Posto de Saúde, Prefeitura Municipal e Escolas isoladas.
Segunda legislatura de 1969 a 1973
O segundo prefeito a administrar o município foi Serafim Coelho. Natural de Bebedouro - SP. Filho de Manoel Coelho e Albertina Soares Coelho. Chegou em Boa Esperança em 1964. Desde sua chegada passou a dar sua contribuição em todos os movimentos da comunidade. Administrou o município na gestão de 1969 a 1973. É funcionário público municipal desde 19 de dezembro de 1964. Foi casado com Carmem de Souza Coelho; da união nasceram: Serafim Júnior, Rosana de Fátima e Valéria Cristina. Atualmente é casado com Erenilda Ferreira e dessa união nasceu Carina Coelho. É cidadão exemplar, dinâmico e prestativo, contando com vasto número de amigos e admiradores.
Prefeito: Serafim Coelho
Vice-prefeito: Leoveraldo Vieira Lustosa.
Vereadores: José Mendes da Silva, João Maria de Andrade, Divadir de Pieri, Hugo Cabocolino da Silva, Júlio José de Souza, João Pietrowski, José Antenor Alves, Osvaldo Cavaletti e Alcino Cavaletti.
Destacamos em seu mandato a construção do primeiro Hospital Municipal, primeira Agência Bancária (BANESTADO), Instalação de Luz elétrica nos distrito de Alto Palmital e Paranaguaçú, fundação do Ginásio Estadual Gonçalves Dias e outros.
Terceira legislatura de 1973 a 1977
O terceiro prefeito a administrar o município foi Harid Cavaletti e vice-prefeito João Pietrowski.
Nesta gestão realizaram-se obras significativas como: construção do 1º Bloco onde funciona o Colégio Estadual Vicente Leporace e implantação do 2º grau com curso de contabilidade.
Vereadores: Adalberto Ferreira Lopes, Orlando Poppi, Antero Gonçalves, José Ribamar Moreira Pinho, Natalício de Paula Marciliano, Tomás Para Viegas, João Batista de Oliveira, Antônio Pio Costa e Carlos Campos e Maria Anita da Silva.
Quarta legislatura de 1977 a 1983
O quarto prefeito a administrar o Município, foi Adalberto Ferreira Lopes, natural de Rinópolis - SP, filho de Antônio F. Lopes e Rosalina Olívia Ferreira. Chegou em 1976, vindo de lobato. Assumiu os cargos de Inspetor Municipal e Estadual de Ensino, foi um dos fundadores e primeiro diretor do atual Colégio Estadual Vicente Leporace. Foi presidente do mobral e a (Associação Atlética Boa Esperança (A.A.B.E)).
Foi vereador e presidente da câmara e eleito a prefeito para a gestão de 1977 - 1983.
Formado em filosofia, ciências, letras e direito. Atualmente exerce advocacia aqui em Boa Esperança, professor inativo do estado. É casado com Devanir Mendes de Araújo Lopes; da união nasceram: Vinícius, Vanessa Cristina e Wagner.
Prefeito: Adalberto Ferreira Lopes
Vice-prefeito: Orlando Poppi
Vereadores: Alzira Teoci Garófalo, Paulo Albertini, Júlio José de Souza, João Batista de Oliveira, João Zagui, João Duela, Ermelinda Rinaldi, Deraldino José Bispo e Adolfo Edvaldo Valeze.
Construção das primeiras Vias Pavimentadas e Salas de aula.
Quinta legislatura de 1983 a 1988
O quinto prefeito a administrar o Município foi Celso Buscariol. Natural de Piratininga - SP, filho de Antônio Buscariol e Maria Ermínia Foganholi. Chegou em Boa Esperança em 1961, ingressou na política em 1968, filiando-se ao M.D.B. (extinto). E também exerceu a função de agropecuarista na região. Casado com Nadilva de Pieri Buscariol, da união nasceram: Marcos Antônio, Márcio Natal, Maria Angela e Joel Celso.
Prefeito: Celso Buscariol
Vice-prefeito: Afonso Guilherme.
Vereadores: Adolfo Edvaldo Valeze, José Duela, Tarcísio Albertini, Alzira Teoci Garófalo, Nelson Balduíno Hoffman, Divonsir Guilherme, Jair Jaci de Santa, Amado Inácio da Silva e Júlio José de Souza.
Construção do Ginásio de Esportes, Salas de Aulas, mini Postos de Saúde em Alto Palmital e Paranaguaçú, Ligação Asfáltica entre Boa Esperança e Alto Palmital, etc.
Sexta legislatura de 01/01/1989 a 31/12/92.
O sexto prefeito a administrar o Município foi Adolfo Edvaldo Valeze. Natural de Barretos - SP, Filho de Eliseu Valeze e Julia Baliero Valeze. Chegou em Boa Esperança em 1969. É agricultor, formado em letras, dedica-se ao magistério desde 1969. Foi vereador. Atualmente exerce a função de Diretor do Colégio estadual Vicente Leporace. É casado com a bioquímica e professora Madalena Aparecida Helber Valeze da união nasceram: gêmeos Francieli e Frederico e Wellington.
Prefeito: Adolfo Edvaldo Valeze.
Vice-prefeito: Osmar Bonomo.
Vereadores: Jair Jaci de Santa, Antônio Santiago, Florisvaldo Xavier de Oliveira, Alzira Teoci Garófalo, Luís Gonzaga da Silva, Antônio Pietrowski, João Maciel de Azevedo, Jair Zermiani, Valdemar Pereira da Rocha.
Construção de Vias Públicas Pavimentadas, Inauguração do asfalto entre Boa Esperança e Alto Palmital, Municipalização da Educação, etc.
Sétima legislatura de 01/01/93 a 31/12/96.
O sétimo prefeito a administrar o Município foi o Sr. Celso Buscariol. Foi cidadão empreendedor, despertando simpatia e grande grupo de amizades, através da política paternalista. Viveu durante o período de 01/11/1939 à 09/03/1997. Em final do seu mandato, encontrava-se muito doente, com vontade de vencer, resistiu até o último momento. Deixando saudades e um vasto número de amigos e admiradores.
Prefeito: Celso Buscariol.
Vice-prefeito: Alzira Teoci Garófalo
Vereadores: João Maciel de Azevedo, José Arleno dos Santos, Jair Jaci de Santa, Antônio Santiago, José Moacir Gasparello, Marcos Antônio Buscariol, Oclécio de Freitas Menezes, Valdemar Pereira da Rocha e Florisvaldo Xavier de Oliveira.
Oitava e nona legislatura 01/01/1997 a 31/12/2000, 01/01/2001 a 31/12/2004 e 01/012009 a 31/122012
O oitavo e nono prefeito a administrar o município foi Cláudio Gotardo. Natural de Marcelino Ramos - RS, filho de Laurindo Gotardo e Nelsy Gotardo. Chegou em Boa Esperança em 19/06/78 para exercer a função de técnico-agropecuária na Acarpa, atual Emater - PR, trabalhando até outubro de 1986. A partir dessa época, iniciou o sistema de planejamento agrícola, através da Carpag na qual é sócio e também agropecuarista. Casado com a professora Evanilde Maria de Oliveira Gotardo; dessa união nasceram: Tatiane, Cristiane e Claudia Gotardo.
Prefeito: Cláudio Gotardo
Vice-prefeito: João Pietrowski.
Vereadores: José Moacir Gasparello, Benedito Francisco de Souza, Alceu Batista de Moraes, Paulo Sérgio Santiago, Felix Ruiz Marques, Carlos Alberto Silva Lourenço, João Maciel de Azevedo, Marcos Antônio Buscariol e Sebastião Maria Bernardes.
Construção da Nova Creche, Centro de Saúde, remodelagem da Praça Orlando Poppi.
Prefeito: Cláudio Gotardo
Vice-prefeito: João Pietrowski.
Vereadores: Marcos Antonio Buscariol, João Maciel de Azevedo, Adalberto Ferreira Lopes, Aparecido Xavier de Macedo (substituído pelo suplente Firmino Navarro), Reinaldo José da Costa (substituído pelo suplente Cícero Santiago), Carlos Alberto Silva Lourenço, Alair José Ferreira, Joaquim Aparecido de Souza e José Moacir Gasparelo.
Instalação da Casa da Cultura, implantação do Parque Ecológico, creche nos distritos de Alto Palmital e Paranaguaçú, calçada padrão e outros.
Décima legislatura 01/01/2005 a 31/12/2008
Décimo Prefeito de Boa Esperança foi Antonio Ivo Coelho, nascido aos 24 de Março de 1955 em Arapongas – PR, filho de Antonio Coelho e Lilia Baioni Coelho, contador e agricultor, residente em Boa Esperança a mais de 30 anos, casado com Rosangela da Silva, dessa união nasceram: Paulo Henrique, Luís Eduardo e João Ricardo.
Prefeito: Antonio Ivo Coelho
Vice-prefeito: José Wilson Cibotto.
Vereadores: Roberto Carlos Garofalo, Sergio Barbosa, Gilson Martins, Geraldo Apolinário da Silva, Marcos Antonio Buscariol, João Maciel de Azevedo, Cícero Santiago, Alair José Ferreira e Hilton Ferreira Vilas Boas.
Prefeito atual Claudio Gotardo gestão 2009 à 2012
Vice-prefeito: João Pietrowski
Vereadores: Alair José Ferreira, Adalberto Ferreira Lopes, Enildo Magalhães Gonçalves, Gilson Martins, João Maciel Azevedo, José Arleno dos Santos, Marcos Antonio Buscariol, Sergio José Barbosa, Wenderson Aparecido dos Santos Pereira.
SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO
Hino do Município: De autoria de Sebastião de Lima e José Carlos Pereira, criado na gestão do Prefeito Serafim Coelho.
Bandeira: Simboliza a inspiração mais sagrada de um povo. Foi instituída pelo Ato Municipal Lei nº 07/77 de 02/05/77 suas características são: cor branca, amarelo ouro, significando uma terra fértil, num eterno convite para a cultura, cinza, preto e vermelho. No centro uma estrela e na faixa está impressa data do dia do Município: 14/12/64. A estrela indica o Município de Boa Esperança brilhando na constelação do Estado do Paraná e do Brasil.
Brasão: O Brasão representa a insígnia de nossa soberania. Foi criado pela Lei nº 07/77, é de autoria do Sr. Serafim Coelho. Apresentam no alto, simbolizando o poder e a Lei do Município, um castelo com quatro torres. No artigo 20º da mesma Lei diz que o Brasão municipal será reproduzido em clichês, para timbrar a documentação oficial do Município.
Escudo: De formato português tradicionalmente usado no Brasil, o campo verde representa toda sua área recoberta por lavouras e a cor branca representa, fase da economia do Município.
A Estrela: Em cor branca representa a prosperidade do Município, juntamente com seus distritos administrativos.
Os ramos de soja e trigo: Simbolizam a fertilidade de nossa terra, representando as produções que mais destacam no Município. A faixa em cor vermelha simboliza a audácia dos desbravadores.
EDUCAÇÃO
Desde os primeiros tempos de povoado do Barreiro D'Oeste, a educação foi preocupação dos pioneiros que aqui chegaram por volta de 1951. A Srª Hilda Tonini foi uma das pessoas que mais se empenhou para que a primeira escola fosse instalada nesta localidade.
Após várias tentativas e contatos com o prefeito municipal de Campo Mourão, Dr. Daniel Portela, em meados do ano de 1953 foi inaugurada a primeira escola Municipal com o nome de Casa Escolar de Barreiro D'Oeste. Para ministrar aulas foram indicadas pelo Município de Campo Mourão as professoras Verônica e Valdomira Brezeruska.
Em 1958, foi inaugurado um novo prédio, pertencente ao Estado. A entidade escolar passou a se chamar Escola Isolada de Barreiro D'Oeste. A primeira professora Estadual foi Jurnes Terezinha Tonini, o primeiro aluno matriculado na nova escola foi Elsio de Almeida, que percorria diariamente 10 Km para assistir às aulas. Todo esse sacrifício valeu a pena, hoje Elsio é um brilhante professor na Universidade Estadual de Maringá.
As dificuldades enfrentadas por professores e alunos eram imensas, os recursos eram precários, a distância era grande, devido às más condições das estradas, mesmo assim com o esforço de professores e pais todos os alunos que freqüentavam a escola recebiam tratamento especial.
A Escola Isolada de Barreiro D'Oeste era subordinada à Inspetoria Estadual de Campo Mourão. A inspetora, na época, era a professora Dulce Dalattre, apesar das dificuldades sempre demonstrou interesse e carinho por esta escola. A prova disso era suas visitas constantes, trazendo material aos alunos e principalmente um incentivo muito grande aos professores. Nesta escola, além da professora Jurnes, lecionava também o Sr. Telvi Barzoto, professor Municipal.
A educação era valorizada e os professores exerciam lugar de destaque na sociedade. Além do trabalho pedagógico, cuidavam da parte espiritual dos alunos, como catequistas.
A Escola Isolada de Barreiro D'Oeste passou a denominar-se Grupo Escolar de Boa Esperança no ano de 1965. Tinha como professores: José Navarro, Carmem Coelho, Ezequias de Oliveira, Maria José Domingues e Rosa de Oliveira e como Diretor Antônio Augusto da Silva. No ano seguinte, foram fundadas as escolas rurais, um convênio municipal, com a Secretária de Educação do Estado do Paraná.
Os alunos que terminavam as primeiras cinco séries na época, iam a Janiópolis para continuarem os estudos. Somente em 1969 com muito esforço o prefeito Municipal Serafim Coelho, conseguiu implantar o primeiro grau completo, sendo extensão de Janiópolis. Em 1970 passou a denominou-se Ginásio de Boa Esperança, por um ano, depois Ginásio Estadual Gonçalves Dias.
Em 1980, com a aprovação do plano de implantação da lei 5.692 nº 335/81, passou a funcionar o segundo grau no município. Após dois anos, foram desativados o Grupo Escolar Antônio Ferreira Lopes Filho e Gonçalves Dias pertencendo a uma única entidade: Colégio Estadual Vicente Leporace Ensino de 1º e 2º graus, de acordo com e resolução nº 1822/83, Diário Oficial 1563.
Em 1989, inicia a municipalização do ensino, com a desativação de escolas rurais e centralização do ensino em três escolas municipais: Escola Independência - Paranaguaçú, Escola Estadual Olavo Bilac - Alto Palmital e Escola Municipal Alessandra Bastida Mancin em Boa Esperança, separando as séries iniciais do ensino fundamental do colégio Estadual Vicente Leporace Ensino Fundamental e Médio. No ano de 2000 foi implantada a Escola Particular Grahan Bell, sob a direção das professoras Marta Lino Rodrigues Dumineli.
ECONOMIA
A agricultura e o comércio são à base da economia de Boa Esperança, fatores substanciais que representam as principais fontes de riquezas do município.
Na agricultura apóiam-se todos os meios de trabalho do município. Ela representa o maior fluxo de riquezas do município, impulsionando o comércio que se fortalece através do volume crescente de compra e venda de produtos primários e manufaturados, atraindo assim divisas econômicas e incrementando a carga de arrecadação de tributos para os cofres públicos Municipal.
ASPECTO GEOGRÁFICO
Boa Esperança está distante à 552 quilômetros da capital do estado (Curitiba). Está localizada abaixo do Trópico de Capricórnio e do Paralelo 24º. À esquerda do Município 52º 30, a direita 53º. Altitude 550 metros. Limitando-se com os seguintes municípios: ao norte - Farol D’Oeste; ao sul – Juranda; leste – Mamborê; oeste - Janiópolis. Está aglomerado na micro-região “12” de Planejamento do Paraná, na Comunidade dos Municípios da região de Campo Mourão-COMCAM.
Tem uma área de 310.04 Km2. ou 12.443 alqueires, com uma densidade demográfica de 5.118 de habitantes.
HIDROGRAFIA
Os rios que banham o município de Boa Esperança têm pequena extensão com volume de água reduzido, 80% dos rios confrontam com municípios vizinhos. Os rios principais que formam as bacias são: Rio Barreiro, Rio Ronquita, Riozinho, Rio Comissário que deságuam na principal bacia da região, o Rio Piquirí.
RELEVO
A formação dos relevos da superfície do município está com topografia apresentados baixos e altos, encontramos características de duas formas: planície e Planalto. O Planalto em que se situa o município é denominado Planalto Meridional. O relevo é ondulado, praticamente plano e propício à mecanização. Por esse aspecto, houve grande desmatamento e assoreamento nas margens e leitos dos rios, sendo necessária à implantação de projetos de reflorestamento para recuperação do meio ambiente.
CLIMA E VENTO
Segundo a classificação climática Koeppen, o clima do Município é caracterizado como subtropical úmido mesotérmico com verão quente e geadas menos freqüentes, sem estação seca definida. Sob o domínio da circulação do Oceano Atlântico, representada pelo Anticiclone Tropical Marítimo, semi-estacionário, que provoca a formação de ventos vindo do Leste, geralmente fracos. Por ocasião das penetrações de massas polares - Anticiclones Polares - migratórios, notadamente no período frio do ano, a circulação é marcadamente modificada por ventos de moderados a fortes com rajadas vindo do quadrante sul, rodando para oeste ou mesmo para leste, dependendo das rotas assumidas pelos Centros de Alta Pressão.
É da direção sul, sudeste, oeste e nordeste que se observa o registro de ventos, com rajadas fortes, precedendo ou combinados com intensas precipitações, constituindo-se em temporais ou tempestades. Mesmo assim a sua freqüência em termos de percentual de horas totais do ano não afeta a dominância da circulação geral leste. No período quente do ano, a formação de chuvas convectivas, esparsas e localizadas pode provocar a formação de ventos de variadas, momentâneas, que às vezes assumem intensidade capaz de causarem danos locais.
VEGETAÇÃO
O solo do Município de Boa Esperança é constituído por latossolo vermelho escuro e latossolo roxo, com textura argilosa. Essas características de solo apresentam alta fertilidade natural, é de muitíssima importância para o desenvolvimento agrícola. Devido o extensivo cultivo do solo, houve um desmatamento incontrolável, e assoreamento nas margens e leitos dos rios. Tal desequilíbrio ecológico provocou a redução do estado natural das matas ciliares e nativas necessariamente preciso, ser auxiliadas pelo projeto de reflorestamento.
As áreas de reflorestamento concentram-se nas micro-bacias do Comissário I e II. Utilizando Eucalipto, Grevilha, Ypê roxo e branco. O plantio de Ypê em área de pecuária foi observado no decorrer do tempo, melhoria na qualidade e produtividade do gado. As sombras retraem o calor escaldante.
As matas nativas são encontradas nas micro-bacias do Pavão e Lageadinho. Grande quantidade de pinheiros, ao número relativo das Árvores de lei como: o Cedro, Marfim, Canjarana, Ypê, PEROBA (árvore símbolo do município) e outras. Sendo proibida a derrubada dessas espécies.
HINO DO MUNICÍPIO
Letra e Música: Sebastião Lima e José Carlos Pereira
Uma estrela brilha em águas formosas
Que se berço fizeram do chão,
Onde o sol doura as plantas viçosas
Cintilando no branco algodão.
Num cenário que ao vento balança
Desvendando horizontes de luz,
A imponência de Boa Esperança
Meu torrão que me envolve e seduz.
Nossa Senhora da Guia, padroeira.
Com seu manto abençoado,
Protege esta terra alvissareira
Com teu povo predestinado.
Que aqui haja sempre bonança
Salve! Salve! Oh! Boa Esperança.
Num cenário de arar beleza
Irrigando estes vales em flor
Fluem as águas de alva pureza
Do barreiro em seu esplendor.
Boa Esperança cidade querida
És a jóia mais linda que há,
Tudo em ti é amor, luz e vida.
Filha altiva do meu Paraná
MAPA DO ESTADO DO PARANÁ E SEUS MUNICÍPIOS
BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE BOA ESPERANÇA
BRASÃO DO MUNICÍPIO DE BOA ESPERANÇA
“Boa Esperança”
Resgatando sua História
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